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Uma ação do Projeto ALFA-EJA Brasil que integra cultura e educação (grafite, literatura e aprendizado), e nasce de uma criação coletiva dos(as) educandos(as) da EJA durante as oficinas e desemboca na cidade. Ela acontece em duas frentes:
Grafites nos muros: Entre sprays e muros de escolas, a arte dando visibilidade à palavra dos(as) educandos(as) da EJA sobre suas maneiras de existir, resistir e sonhar;
Livretos autorais: histórias de vida, saberes de experiência feitos, desafios, conquistas, sonhos, denúncias e anúncios de educandos(as) da EJA “dizendo sua própria palavra”;
Da sala de aula para o território
Como funciona?
Tudo começa nas oficinas. Ali, coletivamente, os(as) educandos(as) criam e escolhem o que querem dizer ao mundo. Não é um conteúdo pronto entregue a eles, mas suas próprias histórias, construídas no diálogo, no encontro, no compartilhamento.
Depois, essas palavras saem do papel e ocupam a cidade. Muros e locais estratégicos de cada município se tornam telas para frases autorais, escritas à mão. A arte em diálogo com a educação e o território ganhando um novo significado.
Todo esse percurso se encontra na Feira Pedagógica Artística Cultural, um momento de celebração que reúne educandos(as), artistas locais e a sociedade civil para partilhar o que foi construído, refletir e propor contribuições a políticas públicas que fortaleçam a educação de jovens, adultos e idosos.
Uma história escrita a muitas mãos
Por trás de cada frase há uma pessoa, um percurso, uma escolha. Conheça algumas dessas histórias...
Qual a importância desta ação?
O Semear Palavras deixa um legado permanente nas cidades. Os livretos autorais circulam entre leituras nas escolas, nos contextos familiares, nos saraus literários do bairro ou outros espaços culturais. Os grafites embelezam espaços públicos e se comunicam com a população. Ambas as ações dão visibilidade a um direito essencial: o direito de toda pessoa jovem, adulta e idosa à educação.
Cada muro ou livreto conta uma história. A de quem, um dia, não pôde escrever seu nome e hoje escreve nos muros do próprio território ou nos livretos a palavra que traduz sua vida.
Visibilidade
Para as expressões e produções dos educandos da EJA.
Arte como educação
Ocupando simbolicamente o território.
Reflexão comunitária
Em um diálogo aberto com quem passa e lê.
Um legado visual permanente
Que traduz o percurso das oficinas numa intervenção de impacto.